quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LLC: O grande Gatsby

Autor: Francis Scott Key Fitzgerald
Ano Publicação: 1925
Nota: 7




Fui convidado a participar de um "Clube do Livro". O conceito é muito utilizado e visa o incentivo a leitura com comentários em grupo. A proposta deste especifico era a leitura de clássicos da literatura mundial. 
Logo na primeira obra temos The Great Gatsby, do norte-americano  F. Scott Fitzgerald (1896-1940). Nascido em uma família classe média de descendência irlandesa e católica, em St. Paul, Minnesota, casou-se com Zelda Sayre em 1920. Certa vez disse: “Às vezes, não sei se eu e Zelda existimos de fato, ou se somos personagens de um de meus romances”. Os Fitzgeralds tornaram-se celebridades onde os jornais de Nova York os enxergaram como a concretização da Era do Jazz e da Geração Decadente: jovens, aparentemente ricos, belos.

Os Fitzgeralds no original e no filme Meia Noite em Paris de Woody Allen
Considerado pela maior parte dos críticos, assim como o era pelo próprio Fitzgerald, sua mais bem-acabada obra, O grande Gatsby  é abertamente uma crítica ao "Sonho Americano". Com uma nostalgia de um passado recente e a certeza de que se pode repetir o passado, há trechos no livro onde a critica do autor aos EUA é muito clara. Cito:

"Indiquei-lhe o caminho. E assim que comecei a caminhar já não me sentia mais sozinho. Agora eu me transformara em um guia, um desbravador de caminhos, um autêntico colonizador. Com a maior naturalidade, ele presumiu que eu conhecia perfeitamente a região e começou a percorrer o bairro em total liberdade."

"Um homem morto passou por nós, transportado em um carro funerário coberto de flores em botão, seguido por duas carruagens com as cortinas fechadas e por uma série de outros coches com aspecto mais alegre, em que seguiam os amigos e conhecidos.  Estes nos contemplaram de passagem com os olhares trágicos e os lábios superiores finos típicos do sudeste da Europa; e fiquei contente que a visão do esplêndido carro de Gatsby os distraísse um pouco naquele dia sombrio. Enquanto atravessávamos Black-well’s Island, fomos ultrapassados por uma limusine, dirigida por um chofer branco, em cujo assento traseiro sentavam-se três negros vestidos no rigor da moda, dois rapagões e uma garota. Soltei uma gargalhada sonora enquanto seus olhos rolavam em nossa direção em altiva rivalidade.
– Tudo pode acontecer, agora que atravessamos esta ponte – pensei. – Absolutamente tudo."

"– Se eu fosse você, não exigiria demais dela – atrevi-me a dizer. – Não se pode repetir o passado.
– Não se pode repetir o passado? – gritou ele, incredulamente. – Mas é claro que se pode!
Olhou em torno com uma expressão desvairada, como se o passado estivesse escondido em algum ponto das sombras de sua casa, quase a seu alcance, mas longe demais para ser tocado.
– Vou fazer com que todas as coisas sejam exatamente iguais ao que eram antes – disse ele, movendo a cabeça com determinação. – Ela vai ver."

"O futuro já nos iludiu tantas vezes, mas não importa... Amanhã correremos mais depressa e esticaremos nossos braços um pouco mais além até que, em uma bela manhã...
E assim nós prosseguimos, barcos contra a corrente, empurrados incessantemente de volta ao passado."


O sonho acabou? LOL!

Ano passado uma nova versão do livro ganhou os cinemas. Infelizmente não consegui ver na telona, mas tive a oportunidade de ver Leonardo DiCaprio como Jay Gatsby. É preciso dizer o óbvio: o filme é bom, mas o livro é muito melhor! De qualquer forma abaixo trailer. 





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