terça-feira, 4 de junho de 2013

LLC: O Profeta

Autor: Gibran Khalil Gibran
Ano Publicação: 1923
Nota: 9



Já faz tanto tempo que não faço post sobre livros que não sei como começar. A verdade é que o recurso mais escasso do universo continua em falta no mercado e tenho aproveitado o tempo com outras demandas. Não deixei a leitura de lado, mas o tempo disponível para o blog ficou curto.

O livro comentado de hoje é daqueles de se ler, literalmente, em uma sentada (menos de 130 páginas). Meu pai indicou a leitura muitos janeiros atrás e fiquei procrastinando. De repente chegou para venda no Café Contos de Minas e acabei ganhando um exemplar. De certa forma isto faz este post um comentário patrocinado.

Brincadeira a parte, o livro O Profeta é a obra mais conhecida de Khalil Gibran. Nele conta-se a história da partida de Al Mustafá da cidade de Orphalese à sua terra natal. Este retorno foi aguardado por doze anos na espera pelo navio em que faria a viagem de volta. Muito mais que a história os dizeres colocados em forma de parábola com temas como o amor, o trabalho, os filhos, a religião e o prazer nos levam a uma reflexão sobre como melhorar nossa intimo.

O autor é de origem libanesa, nascido em 1883 e tem sua obra marcada pelo misticismo oriental, alcançando popularidade em todo o mundo. Seus escritos trazem uma simples beleza e espiritualidade, sendo influenciada por fontes de aparente contraste como a Bíblia, Nietzsche e William Blake.

Minhas citação favorita do livro diz respeito aos filhos. Talvez por ser pai recente refleti muito sobre o item.

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.


Abaixo um vídeo com a fala de Al Mustafá sobre o amor:

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