quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

LLC: Histórias de um Casebre

Autor: Maria de Lourdes Clarissa Cardoso
Ano Publicação: 2005
Nota: 10




O ano mal começou e já estamos atrasados com a meta de escrever três posts por mês (sempre nos dias 10, 20 e 30). Esta falha é justificada com tantas mudanças ocorridas em 2012.
A maior de todas está com poucas semanas de vida no ventre da mamãe Thais e já é o maior presente que ganhei na minha vida: um bebê! A expectativa de ser pai, junto com o peso da responsabilidade, é muito grande. Gerenciar tudo não esta fácil. Faz parte do grande aprendizado que é viver. Me sinto literalmente "marinheiro de primeira viagem".

Um dia antes de saber desta grande novidade comecei a reler a obra Histórias de um Casebre, já pensando em escrever no #LLC. Trata-se de um excelente livro de poesias com um forte traço autobiográfico. Sua história de vida, sua família, seus amigos e a cidade de Bom Despacho são retratados com todo o sentimento que as poesias devem ter. A autora narra seus sonhos, anseios, vivências, conquistas e decepções em sua trajetória da vida. Sou suspeito para falar da mesma. Recentemente no post sobre o Café Contos de Minas contei um pouco sobre esta guerreira das lutas da alma e do coração. A força para romper as dificuldades da vida e a sabedora para driblar obstáculos intransponíveis fazem de Maria de Lourdes Clarissa Cardoso, a minha Tia Lourdinha, um exemplo de vida.

Minha poesia favorita é Rua do Céu. Por muitas vezes ouvi meu pai contar sobre as artes e aventuras de seu tempo de criança. Juntamente com outros anjinhos pintavam e bordavam os filhos do Zé Cardoso e da Dona Didi.

Rua do Céu

Era assim, se bem me lembro:
com ruas de sonhos e montes divinos...
Rua do Céu, a minha rua,
a rua de minha infância.
Gostoso de sentir. Gostoso de voltar
às brincadeiras antigas, cantigas, amigas, intrigas...
Gostoso de lembrar: festas, serestas, orquestras;
mocidade, saudade.

Rua do Céu,
o pastel da Dona Nica,
o fordinho do Miguel.

Rua do Céu,
amizade, saudades.

Rua do Céu, Deus meu!
Foi lá que cresci, que vivi, que te vi.
Foi lá que parti.

Rua do Céu
que sobe o monte, o da Cruz,
que descortina horizontes de luz.

Rua do Céu. Não é mais.
Mataram teu nome, morreu a menina.
Só restou a poesia,
só ficou a alegria de te lembrar com
ternura. Oh! amargura!

Rua do Céu:
mocidade,
amizade,
saudade.


Esta releitura veio em conjunto a uma reflexão sobre a minha família (esposa, pai e mãe, sogro e sogra, irmãos, cunhados e cunhadas, tios e tias, primos e primas) e o quanto tenho de ser grato ao Criador pelas pessoas que me cercam no dia a dia.

Na tarde seguinte a esta reflexão veio a notícia da gravidez e todos os pensamentos do dia anterior vieram complementar a felicidade daquele instante. Mais um(a) Cardoso a caminho! Que esta criança possa vir ao mundo com todos os seus sonhos e crescer como uma pessoa de bem!

Nosso bebê: 9 semanas, 22mm e 178bpm

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