sábado, 10 de setembro de 2011

LLC: O Andar do Bêbado: Como O Acaso Determina Nossas Vidas

Autor: Leonard Mlodinow
Ano Publicação: 2008
Nota: 8



O Andar do Bêbado. Que título estranho, a princípio, para um livro. No entanto, quem já estudou um pouco sobre aleatoriedade sabe que o título se refere a um exemplo muito usado pelos pesquisadores por se tratar de uma ilustração muito rica.

Logo no primeiro capítulo o autor nos surpreende com um breve relato de sua trajetória pessoal. A história de seu pai na II Guerra Mundial, indo para os EUA e conhecendo a mãe do autor, são exemplos de aleatoriedades na vida causados por um fato determinado (no caso a perseguição dos judeus por Hitler - Holocausto). É um raciocínio que soa estranha quando pensamos em todos os horrores da guerra: "
Nesse momento me dei conta de que devo agradecer a Hitler pela minha existência, pois os alemães haviam matado a mulher de meu pai e seus dois filhos pequenos, apagando assim sua vida anterior. Dessa forma, se não fosse pela guerra, meu pai nunca teria emigrado para Nova York, nunca teria conhecido minha mãe, também refugiada, e nunca teria gerado a mim e aos meus dois irmãos."


No capítulo 8, A ordem no caos, Mlodinow nos demonstra a subjetividade nas notas de trabalhos dados por professores e pelos enólogos das mais famosas revistas de vinho do mundo. A reflexão é simples: o que diferencia um trabalho 8,8 de um 9,1? Complicado não? Na verdade esta diferença se refere muito mais às expectativas, ao momento e às adversidades do que uma real diferença de qualidade. Valorizo muito a profissão professor. Estar disposto a trabalhar tão de perto com esta subjetividade, fazer parte do progresso individual que modifica a sociedade e dedicar-se a instrução de tantos são para poucos. Tenho vários familiares trabalharem com educação, dentre eles pessoas que amo muito.

Há ainda uma ponderação do autor sobre os fenômenos de Hydesville que diverge do meu ponto de vista. No entanto, não vamos brigar por conta das Irmãs Fox.

Para quem gosta, ainda que pouco, de probabilidade e estatística o livro é um prato cheio. Gostei muito da forma como o livro é redigido, com sua rica descrição de fatos históricos e seus fartos e simples exemplos. Recomendo para todos que trabalham com área de exatas ou gostam de matemática. Particularmente, sempre fui apaixonado por números, talvez por "ter o umbigo colado atrás do balcão" no Café Contos de Minas, o comércio dos meus pais.

Sempre é bom saber a opinião de outras pessoas sobre o livro. Meu cunhado e outro amigo gostaram bastante desta obra. Registre o que você achou do livro por meio dos comentários no blog. Fique à vontade para colocar sua opinião sobre o blog e se de alguma forma este post te deu vontade de ler esta obra.

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