sábado, 30 de julho de 2011

LLC: Série Harry Potter

Autor: J. K. Rowling
Ano Publicação: 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2005 e 2007
Nota: 9
Recentemente foi lançado no cinema a última parte da série Harry Potter para as telonas. Foi com muito pesar que despedi de Harry, Hermione e Rony. Sai do cinema com uma saudade enorme das tardes que passei lendo as aventuras do garoto que sobreviveu, e então resolvi fazer este post sobre toda a coleção. Por este ser um blog de literatura, não vou entrar em detalhes sobre os filmes da série. Porém, caso você tenha interesse no assunto e queira se aprofundar mais sobre as montagens cinematográficas dos livros, recomendo a leitura deste post do blog Na Tela Grande.

Escrever sobre literatura moderna e incentivo à leitura sem falar de coleção Harry Potter e J. K. Rowling é como discutir sobre futebol e não falar de Kaká, Messi ou Cristiano Ronaldo. Se você ainda pertence ao time que faz cara feia para a série do bruxinho inglês, acredite, há muito mais nos livros da série do que a superficilidade dos simplificados roteiros cinematográficos ou do lugar comum da luta entre o bem e o mal.

Há alguns anos, eu também engrossava o time dos que torciam o rosto ao ouvir o nome Harry Potter. Devo confessar que a primeira vez que me rendi a ele foi na casa de minha tia no interior, onde, sem muitas opções do que fazer, numa tarde nas férias de 2004, me vi forçosamente assistindo o primeiro filme da série, intitulado como o livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Não achei nada de especial nas atuações e o roteiro me pareceu tão simplório quanto qualquer outro filme infanto-juvenil digno de Sessão da Tarde.

Passado algum tempo, já após minha passagem pela faculdade, e o início da minha atividade docente, o fenômeno Harry Potter já era visível, bem como seus efeitos inumeráveis. Já não havia como passar despercebido aquele pré-adolescente no canto da sala de TV da escola, devorando um exemplar enquanto os outros gritavam a sua volta, ou ainda, aquela menina tímida sacando da mochila uma lista de palavras estranhas em inglês que eu nunca tinha visto que ela não conseguiu achar em nenhum dicionário e querer que eu as explicasse ao término da aula. Sim, as crianças e, ainda melhor, os adolescentes estavam lendo, quer dizer, devorando os livros de Harry Potter, e como consequência, estavam adquirindo o prazeroso hábito da leitura.

Foi somente em abril de 2006 eu finalmente me rendi a um livro de J. K. Rowling. Eu estava para fazer uma longa viagem de ônibus, e decidi que para aliviar o tédio das quase 50 horas que passaria na estrada, eu deveria levar alguma coisa pra ler. Minha cunhada Carol, uma fã alucinada e assumida da série, logo tratou de me oferecer um de seus livros. Nesta época, eu já havia assitistido mais três filmes da série, e assim sendo, optei por começar minhas leituras pelo quinto livro da coleção, "Harry Potter e A Ordem da Fênix". Foi paixão à primeira página! O livro era fantástico, com uma riqueza de detalhes impressionante, com todos os eventos muito bem amarrados e explicados. O mais engraçado é que para quem acompanhou a série desde o início, este era o livro mais denso, e também o mais monótono, pois logo no início da narrativa o personagem principal passa por um considerável período de insulamento. Este é até hoje o meu predileto de toda a coletânea.

Uma vez ciente do gosto delicioso da narrativa de J. K. Rowling, me rendi a cada um de seus livros, começando pelo último lançamento daquele momento, o livro de número seis, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", e logo em seguida lendo aqueles que eu já conhecia apenas pelos videos (ou seja, livro um, "Harry Potter e A Pedra Filosofal"; livro dois, "Harry Potter e A Câmara Secreta"; livro três, "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"; e finalmente o livro quatro, "Harry Potter e O Cálice de Fogo"). A esta altura, eu já bisbilhotava em todos os fórums de blogs, sites e comunidades do Orkut que comentávam sobre como a autoria resolveria os inúmeros mistérios da série no iminente último título (snif, snif) da série. Em dezembro de 2006 e janeiro de 2007, visitei na Inglaterra algumas locações das filmagens em Londres e em Oxford, e pude identificar alguns lugares reais que a própria narrativa mencionava, como a estação ferroviária King's Cross, que fez uma linda homenagem e incluiu num canto uma placa com a platorma 9 e 3/4.


A universidade Christ Church, em Oxford, que inspirou parte do cenário de Hogwarts e serviu de locação para o primeiro filme. Esta área é onde Harry e seus amigos aprendem a voar em vassouras.
Foto: arquivo pessoal


Dentro do prédio da universidade, no refeitório dos alunos.
Foto: arquivo pessoal
A famosa plataforma da estação de King's Cross. Um carrinho partido ao meio e soldado na parede dá a sensação que o mesmo atravessa as paredes da estação.
Foto: Wikipedia (esqueci a máquina no dia!)


Em meados de 2007, foi com muito orgulho que contei aos meus alunos e publiquei no meu perfil do Orkut que eu comprara o último livro da série, "Harry Potter e As Relíquias da Morte", numa pré-venda online semanas antes da data oficial do seu lançamento. Ainda me lembro do cheiro da embalagem de papel cartonado que senti naquela tarde de sábado quando o interfone tocou em minha casa e recebi o embrulho da livraria virtual. Mais algumas horas depois (não mais que três dias!!!) e muitas lágrimas também, chegava ao fim a saga de um bruxinho que começou como um garotinho desprotegido se descobrindo mago e culminou no herói que venceu o mal com o bem.

Recomendo a leitura de toda a coleção, e se possível em ordem cronológica de lançamento, para todos aqueles que gostam de história de fantasia e aventura, independente de terem gostado ou não dos filmes da série homônima. Eu sei que é clichê dizer isto, mas os livros são bastante superiores a suas adaptações para o cinema. A verdade é que muitas das ações são tão bem elaboradas e tão ricas em detalhes, que seria quase impossível traduzí-las todas para uma montagem cinematográfica. O Harry Potter do cinema é muito mais frágil e medroso do que o herói que vemos nos livros, assim como o Belatriz Lestrage e Lorde Vold...., ou melhor, Você-Sabe-quem são muito mais perversos. Vale a pena conferir o trabalho bem feito de toda uma década, rico na criação de todo um universo paralelo, repleto de neologismos (palavras novas) e de trama hermeticamente coesa. Só mesmo algo tão bem-feito poderia captar a atenção desta geração tecnológica, e a autora merece todos os louros pelo seu feito.

Algumas curiosidades:
  • Além dos sete livros que compõe a série HP, também foram lançados três livros ligados ao universo potteriano pela mesma autora, a saber "Quadribol Através dos Séculos" e "Animais Fantásticos e Onde Habitam", ambos em 2001, e "Os contos de Beedle, o Bardo", em 2008.
  • Existe vários sites, enciclopédias e dicionários para explicar os vários termos e neologismos criados por J. K. Rowling. Os que eu mais recorri foram o Potterpédia (em português) e The Harry Potter Wikia.
  • Em Orlando, Flória, EUA, a Universal Studios inaugurou em 2010, em seu parque temático Universal's Islands of Adventure, a ilha "The Wizarding World of Harry Potter". Trata-se de uma réplica perfeita do cenário de Harry Potter, com direito a Hogwarts, o vilarejo de Hogsmeade, as lojas como Dedosdemel e Olivara. É possível tomar Cerveja Amanteigada e comer Sapos de Chocolate, isso sem falar nas fantásticas montanhas-russas que compõem o clima de aventura.
Segue, então, o trailer do último filme, que marca a despedida oficial de todo um ciclo de uma coletânea, e que me motivou a escrever este post:



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