domingo, 19 de junho de 2011

LLC: O Homem Que Calculava

Ano Publicação: 1939
Nota: 8


Mais uma vez venho me desculpar pela irregularidade das datas de postagem. Neste mês estou caminhando para o fim do semestre letivo, ficando quase impossível manter minha meta de leitura e escrever novas postagens.

Vamos ao post de hoje. Adoro matemática! Uma das experiências responsáveis por isto foi esta indicação de leitura do meu pai. Realmente a "ciência de Al-Khwarizmi" é difícil para se entender num momento inicial. Com um pouco de dedicação (transpiração) e principalmente com exemplos fáceis para aquele que está aprendendo fica descomplicado. Esta obra ajuda bastante a ampliar os horizontes do raciocínio matemático. O autor Malba Tahan é na verdade heterônimo do professor Júlio César de Melo e Sousa. O livro, assim, tem como propósito, de forma romanceada, ser uma tentativa de ensinar matemática de uma forma inusitada.

Malba Tahan e o Islamismo
Você já começou a ler uma obra com uma frase curiosa logo ao iniciar o primeiro capítulo? Que tal"Em nome de Alá, Clemente e Misericordioso!"? Diferente o suficiente? O mais curioso é se tratar de um livro que não tem nenhum cunho religioso. Na verdade, como falam as notas ao pé da primeira página, "O árabe muçulmano não inicia uma obra literária, ou uma simples narrativa, sem fazer essa evocação respeitosa ao nome de Deus. Vale por uma prece".
Tenho um fascínio particular pelo mundo árabe e muita curiosidade sobre o Islã. Suas particularidades, crenças e ciência possuem uma sabedoria ignorada por muitos. Não acredito nesta pintura ocidental sobre o Islamismo onde seguir esta religião significa necessariamente se tornar um potencial terrorista. Penso que todas as religiões, principalmente as monoteístas, tem por principio um cunho moral de conduta positiva. Como exemplo de equivoco comum é tratar a Jihad como uma "guerra santa". Na verdade trata-se da busca por uma fé perfeita (interna e externa). Em breve vou escrever um post sobre o Alcorão e poderei falar mais sobre o assunto. Já se encontra na estante para futura leitura.

Um comentário:

Angel disse...

Tenho esse livro aqui em casa (do tempo de papai)mas nunca tive coragem de ler...! Queria eu ser tão receptiva quanto você! bjo!

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